terça-feira, 12 de agosto de 2014

Muito além da tristeza

Ainda me choca o quanto a depressão mata. Cada vez que paro para contabilizar quantas pessoas que eu conheci pessoalmente e quantas conheço de vista, além dos famosos, que cometeram suicídio após um longo período de depressão, fico assustada. O que está acontecendo? Será que estamos ignorando a doença, fazendo de conta que ela não existe? Estaríamos confundindo tristeza profunda com doença? Talvez. É provável que sim.

Das pessoas que eu conheci com depressão, muitas eram funcionais. Trabalhavam, estudavam, pagavam as contas. Faziam terapia, tomavam medicamentos. Mesmo assim foram levadas pela consequência máxima da doença. Não era tristeza. O maior erro, talvez, é achar que se a pessoa acordou com uma carinha melhor no dia seguinte é porque vai ficar tudo bem. Nem sempre fica, justamente porque é uma doença que ultrapassa qualquer barreira da tristeza. Não basta tomar banho e arrumar a casa. É preciso tratamento e apoio e, ainda assim, nem sempre fica tudo bem. Importante dizer que nem sempre, por mais que estejamos atentos e apoiando, as coisas ficam bem.

Acho importante a gente, incluindo eu, abrir mais os olhos para quando as pessoas falam que estão com depressão. Não é deprê por perder namorado ou ente querido, ou por falhar num esporte, na escola, ou qualquer outra coisa. Não é estar meio down hoje. Depressão é uma doença que mata.

A morte do Robin Williams é triste. Principalmente porque faz com que nos demos conta de que, em algum momento, talvez tenhamos interpretado errado a tristeza de alguém.

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Também tenho os meus filmes favoritos com o ator. Meu top 5:

1) Sociedade dos Poetas Mortos: acho que 10 entre 10 pessoas gosta desse filme e já saiu por aí dizendo "carpe diem" pra alguém. Na minha adolescência foi um filme tri importante, daqueles de abrir os olhos, ver o mundo ao redor e começar a sonhar um pouco mais. Oh captain, my captain... 



2) Jumanji: sério, o universo de jumanji é genial e não conheço ninguém que não quisesse fazer parte dele. O filme que mostrou o quanto eu ainda era criançona na minha adolescência e eu adorei descobrir. Quando Alan Parrish volta e chama Sarah pra terminar a partida que começaram 25 anos antes, eu me empolgo.




3) Good morning, Vietnam: ah, o poder do rádio, o poder da música. Apesar de ter aquela fórmula básica hollywoodiana (mocinho legal enfurece forças superiores e talz), é um filme emocionante. E ainda tem uma trilha sonora muito supimpa. Claro que fui ver em vídeo, no velho sharp duas cabeças que a gente tinha em casa, mas andei revendo ao longo do tempo porque é bem bom:



4) Tempo de despertar: daqueles filmes que ficam na memória, não só pelo trabalho do Williams, mas pelo baita show de interpretação do De Niro. Filme mais pesado, dramático, mas pra ver e ver de novo:




5) Hook: seguindo a linha "infância feliz", esse filme fez Peter Pan de carne e osso pra brincar com a gente. A possibilidade de um Peter Pan crescido que precisa enfrentar capitão gancho de novo pode não ser o melhor do Spielberg, mas eu gostei. Me diverti muito. E no fim é o que conta.



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 Cuidem-se. Carpe Diem. Sejam legais. E, mesmo que não precise muito, peçam ajuda.


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