terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Exposição Trans[ver] inaugura no dia 29 de janeiro na Pinacoteca da AJURIS

Inaugura no dia 29 de janeiro, Dia Nacional da Visibilidade Trans, a exposição Trans[ver], do fotógrafo Fábio Rebelo. Com 19 imagens, o projeto retrata pessoas que passaram pelo processo de externalização da sua identidade, exercendo sua liberdade através da modificação do corpo, das roupas e da postura, revelando outras formas de ser.







De acordo com Rebelo, “Trans[ver] mostra a alegria, autenticidade e a beleza de cada personalidade retratada, utilizando a imagem como um instrumento de transformação social contra um mundo de exclusões.” Ao longo de sete meses, a equipe teve a oportunidade de conviver com diferentes realidades, conhecendo histórias de luta, incompreensão e exclusão, mas também de aceitação e tolerância.

Segundo a advogada especializada em Direito Homoafetivo, Direito das Famílias e Sucessões, Presidenta da Comissão Especial da Diversidade Sexual do Conselho Federal da OAB, Vice-Presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Familia – IBDFAM, Maria Berenice Dias, o preconceito leva não só à exclusão social, mas também jurídica: “Travestis e transexuais, apesar de já terem acesso à redesignação, não dispõem de uma lei que autorize a mudança do nome e da identidade de gênero. Daí a necessidade de buscar a justiça, não sempre encontrando juízes com sensibilidade e coragem de deferir a alteração por falta de respaldo legal”, revela.

“Dos segmentos da população LGBT, travestis e transexuais são as maiores vitimas pela visibilidade de sua identidade de gênero. Em face disso são as pessoas mais discriminadas no ambiente doméstico, o que leva a serem expulsas de casa muito cedo. Sofrem a mesma rejeição fora do lar, o que gera prematura evasão escolar. Tudo isso contribui para o baixo índice de escolaridade que as coloca à margem do mercado de trabalho. Daí o significado desta bela iniciativa, que merece pleno apoio. Uma maneira sensível e bela de dar voz e vez a quem todos viram o rosto e a sociedade insiste em não ver.”

O projeto tem apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD Brasil e Realização da AJURIS. Os registros foram produzidos durante 2013, com apoio da Igualdade RS e Observatório Contra Homofobia da AJURIS.

A mostra fica em cartaz na Pinacoteca da AJURIS até 14 de março, de segunda a sexta-feira, com entrada franca. Em janeiro, a Pinacoteca funciona das 09h às 19h, e em fevereiro e março, das 09h às 21h.

(informações Bruna Paulin)


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