terça-feira, 22 de outubro de 2013

Diário de dieta: vamos começar do começo


Então, pipou, vamos começar do começo. Eu sou do tipo de pessoa que tem pressa sempre, sabe? Por isso, tenho a mania de achar que a minha corrida não tá rendendo e que nunca vai rolar de conseguir correr meia maratona, por exemplo (a gente sai da obesidade sonhando alto! hehehe). Mas a realidade é que a corrida é um processo lento e apesar da rua estar aí pra quem quiser, se a gente não tem uma orientação legal, pode acabar levando mais tempo para alcançar certos objetivos (isso se não acabar cheio de lesões).

Esse findi tava conversando com uma amiga sobre isso. Ela disse que ainda tem dificuldade de correr mais quilômetros seguidos, sem uma parada, que sente que falta o ar. Isso já aconteceu comigo também e encontrei na internet, e em revistas mais especializadas, as respostas que eu precisava para fazer a coisa render. São dicas, claro. Vocês sempre podem procurar mais por aí, mas vou contar um pouco como eu fiz para ir dos 2 aos 20 minutos correndo.

Logo que eu parei de fumar, já contei aqui, decidi que queria correr. Eu precisava fazer algo que eu só conseguiria se não estivesse fumando e achei que esse era o caminho. Eu comecei seguindo a orientação de uma amiga: corria 1min de 10min, depois 2min de 10min, depois 3min de 10min, assim por diante. De repente, eu estava correndo 10 minutos sem parar, cerca de 1km (ignora o tempo, hehehehe). Mas terminava morrendo, sentindo que tava faltando pulmão ali. Foi quando descobri o site da O2 e baixei minha primeira planilha de treino.


Achei que não dava pra ter muita pressa mesmo. O negócio era pegar leve, mas pegar o jeito. Mas lá no fim da planilha tinha uma legenda que me deixou em dúvida:


Pô, como é que eu ia saber a minha frequência cardíaca? Foi quando fiquei conhecendo o frequencímetro, aquele reloginho que vem com uma cinta que usamos para medir os batimentos cardíacos. É importante saber que cada um de nós possui o que se denomina "frequência cardíaca máxima" (FCM), que é determinada, em geral, pela idade e o estado físico. A FCM de uma pessoa é o número máximo de batimentos de seu coração por minuto quando o seu corpo é submetido a um grande esforço. Para saber qual é a sua, a conta é simples: geralmente 220 batimentos por minuto menos sua idade. Eu, por exemplo, tenho 32 anos. Logo, minha FCM será 188 bpm. Olha que interessante: estudos apontam que para cada ano vivido, seu coração bate uma vez menos por minuto. Esta fórmula deve ser aceita com uma margem de tolerância de + ou  - 5 batimentos.

O ritmo cardíaco "ideal", tal como é chamado nos programas de exercício cardiovasculares, fica entre 70 e 85% de sua FCM. O funcionamento do coração e a fisiologia variam em cada indivíduo, por isso, o ritmo cardíaco ideal de cada um está compreendido dentro de uma certa "zona alvo" de ritmos ideais. Por isso é tão importante respeitar a FCM na hora da corrida, principalmente para iniciantes: não forçando demais, somos capazes de ir mais longe e de vencer o treino. Fiz o investimento modesto (cerca de R$ 150) em um frequencímetro e aí sim fui para a rua. É impressionante como vemos a evolução. Dos 10min para os 20min foi muito mais rápido. E dos 20 min para 1 hora, também. Hoje já sinto direitinho quando estou muito perto da máxima sem nem olhar para o relógio (até porque estraguei meu frequencímetro, cês acreditam? Troquei a pilha e o tiozinho não fechou direitinho e, quando eu corri, entrou suor, a pilha estourou e o troço nunca mais funcionou. Saco.) Fora que me sinto mais preparada e com muito mais fôlego, justamente porque respeitei a evolução do meu corpo. Recomendo para todo mundo que preste atenção nisso.

Bacana, também, é procurar a ajuda de um educador físico, seja um personal trainer, ou de algum grupo de corrida. Ele sempre vai poder te avaliar melhor, te dar as melhores orientações e te ajudar nessa empreitada.

Ah, e quem como eu sonha alto (ou longe, hihihihi), vai gostar de dar uma lida no blog da Daniela Santarosa, o Santa Corrida. A Dani é jornalista (e linda) e corre bem pouquinho #sqn. A moça é ultramaratonista das boas, corre pra dedéu. Eu babo pela Dani, babo mesmo. A guria é fodástica. Fico sem ar só de pensar em tudo o que ela faz. Junta jornalista + ultramaratonista das boas = blog delícia. Vai lá que vale o clique.

E vocês? Tão se mexendo?


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