quarta-feira, 22 de maio de 2013

Diário de dieta: é fácil se desorganizar, difícil é arrumar a bagunça


Como a gente fala aqui no sul, dieta é uma peleia grande. Complexa. Uma briga que depende muito de elaborar uma estratégia e se manter nela. Tenho feito isso. Claro que tenho momentos em que eu relaxo (que o diga a garrafa de vinho que tomei no findi e o balde de pipoca que o namoradão fez). Relaxo um dia, mas mantenho o plano o resto do tempo. Tem funcionado. O problema é quando falha.

Tento me organizar ao máximo para que tudo funcione bem. Saio de manhã já com o almoço e os lanches em potinhos, a mochila pra ir pra academia ao meio-dia (com muda de roupa, tênis, luva, atadura e tudo o que a atividade do dia precisar), o material que preciso para o meu trabalho e uma necessaire com o básico para deixar a cara em dia mesmo com tanta coisa. Claro que tem dia que não dá tempo de cozinhar nada e saio só com os lanches. Para esses dias tem um restaurante pertinho da academia, no caminho para o trabalho, com ranguinho natureba e peixinho grelhado.

Mas daí que na segunda-feira não consegui cozinhar. Só deu tempo de arrumar a mochila e a bolsa. Saí tranquilona. Quando cheguei no trabalho me dei conta: cadê a carteira? Era tarde demais. Fui na academia. Minha única alternativa era um sanduba natural da lancheria cara e ruim daqui do trabalho (mas que anota em caso de emergência). Aquele sanduíche não me deixou satisfeita. Eu só tinha um iogurte natural na geladeira para comer de lanche. E a fome não passava. E a fome não passava. Tive que me controlar muito (uma sensação que há tempos não sentia) pra não me atirar em outro sanduíche (ou numa quiche, ou um pannini, ou cheesecake...). E juro, fiquei morrendo de raiva de mim por ter bagunçado com a minha barriga.


Claro, fica a lição: não faço mais isso. Porque pior que não comer é a sensação terrível de fome misturada com vontade de comer. Sabe quando dizem respira fundo que vai passar? Pois é, leva muito tempo até passar. Seria bem fácil simplesmente pegar mais comida, ou um capuccino, ou ligar o "que-se-dane-o-mundo-hoje-eu-vou-comer-o-que-eu-quiser" (conheço muita gente que faria exatamente isso). Nessa hora é preciso lembrar do objetivo. Retomar o foco. E respirar. A palavra é organização, pra não deixar que essas coisas aconteçam de novo.

Hoje escrevi meu post de despedida, com um balanço, no blog 6 meses pra mudar. Algumas de vocês eu sei que conhecem, mas quem nunca entrou, recomendo que entre. A Taís e Paula me inspiraram muito, pois são pessoas que fazem, que não deixam o tempo passar. Que se esforçam pelo que querem e isso motiva a gente a tirar a bunda do sofá pra fazermos algo também por nós mesmos. Entra lá. Tá cheio de boas histórias, boas dicas e muita motivação.

E vocês? Conseguindo?


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