quinta-feira, 19 de julho de 2012

Aprecie com moderação


Hoje estava pensando sobre essa constante luta por equilíbrio. Acho que não é uma luta só minha, já que todo mundo sempre quer um pouco mais de paz, sossego, qualidade de vida, relações saudáveis e diversão. Sei que tem gente que vive uma vida de algodão doce, arrotando glamour, marcas, viagens e nenhum problema para pagar as contas no final do mês, mas esse não é o meu caso (e aposto que da maioria das leitoras do Bolsa). Luto diariamente, ganho meu dinheirinho honestamente com meu trabalho, passo perrengue de grana direto, tenho tentado ser mais saudável, menos estressada, mais leve. Tem horas que parece uma tarefa pesada, mas em outras fica pela gargalhada.

Estou numa fase que cada centavo gasto tem que ser pensado. Sou uma consumista de mão de cheia, por isso a tarefa é difícil. Adoro gastar! Adoro comprar! Faço isso facinho! Sabe o povo do AA, que evita beber de 24 em 24 horas? Tou assim com as compras: evitando comprar de 24 em 24 horas. Já comprei muita coisa no impulso, mesmo tendo pesquisado no google cinco minutos antes. Já perdi dinheiro com encomenda que não chegou. Já comprei e nunca usei (sempre me sinto mal quando isso acontece). Já comprei e usei uma vez só (o que me dá pena). Acho que sustentabilidade tem que ser mais do que um discurso bonito e que pode, sim, ser aplicado a todas as esferas/instâncias das nossas vidas e o consumo consciente é um deles.



Por isso mesmo ando achando tudo caro. Tudo. Comida, vestuário, transporte, serviços. Não consigo olhar para uma bolsa que custa 300 reais e fazer cara de "pechincha". Vocês nunca vão me ver falando de vestido de 700 reais como se fosse uma barbada, me sinto insultada cada vez que alguém me fala que pagou mais de 150 reais em uma calça jeans (valor que eu mesma não gasto) e acho que 70 reais por um vidro de esmalte é assalto (e hoje senti vontade de rir quando, na conversa de elevador, diziam da pechincha master do momento: os sneakers por 200 reais em uma loja. affff). A gente vê chuva de tendências e marcas em tudo quanto é site e blog por aí e o povo falando de preços exorbitantes como se fosse troco. Pior, ver em lojinha na internet as criaturas vendendo bolsa que se paga 8 dólares com frete grátis no ebay (uns 18 reais) vendendo por 250 reais + frete e gente fazendo propaganda de barbada do momento. Olha, mesmo nos meus surtos consumistas, sempre gostei de sentir que estava pagando o preço certo das coisas, ou sentir que quando pegava uma barbada, aquilo era barbada de verdade. Desculpa, mas do jeito que anda não dá. Viver no cheque especial com a desculpa de ser "fashion victim" não dá, né?

Adoro moda. Adoro comprar. Detesto ser feita de palhaça.

Então agora eu pesquiso, faço listas: o que eu preciso e o que eu quero. Olho na internet para estabelecer o que seria um preço justo. Estabeleço uma cota para o impulso (a gente nunca sabe quando vai dar de cara com uma blusa linda de corujinhas por menos de 60 pilas). Planejo a compra. Avalio sempre se aquela qualidade vai ser encontrada só naquela marca, ou se alguma outra (nacional, geralmente) me oferece o mesmo por preços mais baixos. Se fico em dúvida, não compro. Uso meu crédito com consciência (sério, ninguém merece viver com rombos orçamentários. Quando é a gente que paga as próprias contas e não tem "paitrocínio", tem que pesar essas coisas). E me faço de louca quando o povo vem me falar de pechincha de bolsa "bapho" de 500 reais. Agora é assim: aprecio tudo com moderação, até minhas compras!



Um comentário:

Clara Martins disse...

Eu também aqcho um absurdo! beijo

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...