sábado, 28 de agosto de 2010

E assim nasce um mito

Quando Zeus resolveu punir os homens que ousaram roubar o segredo do fogo, criou Pandora. Graça, beleza, inteligência, persuasão, paciência e meiguice eram alguns dos seus atributos dados pelos deuses. Um deles, entretanto, pôs em seu coração a traição e a mentira. Pandora foi, então, enviada a Epimeteu, um homem que tinha a recomendação de não aceitar presentes dos deuses. Mas como todo homem bobão e babão, Epimeteu ignorou completamente o fato e se casou com ela. O problema é que ele tinha uma certa caixinha com conteúdo deveras perigoso: a caixa com todos os males. Claro que não dava pra abrir a caixa. Claro que Pandora não resistiu à curiosidade. Claro que os males escaparam. Claro que esta é a razão, segundo a mitologia grega, dos homens ainda serem afligidos por todos os tipos de males.
Pandora não foi a única mulher a morrer de curiosidade. Nem foi a primeira, como nem nós seremos as últimas. Nós também não seremos as primeiras a associar as nossas bolsas com a maledeta caixa. Mas com certeza esmiuçaremos tudo o que cabe lá dentro (até o que a gente tem medo de encontrar) e tudo o que pode ainda pensar em colocar lá dentro. Carteira, celular, óculos de sol, maquiagem, álcool gel, esmalte, escova de dente: quem nunca carregou? Livro, máquina fotográfica, ingresso para o cinema, bloco com todo o tipo de anotação (sim, vale guardanapo também) tem lugar garantido nas bolsas das gurias antenadas.
Gurias, fiquem à vontade. Aqui tem de tudo e de tudo tem. E sabe como é, como em coração de mãe, em bolsa de mulher sempre cabe mais alguma coisa!


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